POR HUGO CORRADI
Ouvindo estes dias nosso grande poeta Cazuza, reparei na famosa e inesquecível canção “O Tempo não Para”... Por coincidência ou não, estava eu lendo mais uma das mini “biografia” de Madonna... estas que sites de fãs sempre apresentam sobre seu ídolo; e intercalando versos da canção com as linhas do texto, pude perceber como os dois artistas são de certa forma, parecidos...
Antes que alguém pense que sou louco, ou que estou viajando, faço um convite: procurem a letra desta música, e comecem a encará-la como uma música feita sobre o mundo e a vida de Madonna.
Em várias passagens da letra, percebi que me levou a diferentes características cruciais da cantora... Diversas vezes vimos e presenciamos Madonna expor suas idéias, seus sentimentos, suas dúvidas, suas vontades, entre outros sentimentos, em seus diversos trabalhos; muitas destas vezes, o resultado por parte do público, da imprensa, e fãs, foram ‘chocantes’, ‘emocionantes’, ‘sem criatividade’, ‘muito criativo’, dentre diversos outros adjetivos bons ou ruins... e nunca a fizeram perder o prestígio, perder a fama, ou perder como muitos dizem, sua ‘coroa’. Esta sua característica, podemos associar ao trecho que diz: “Dias sim, dias não / Eu vou sobrevivendo sem um arranhão / Da caridade de quem me detesta”...
As semelhanças com letra não param por aí. Quando "Erotica", "American Life", "Bedtime Stories" e alguns singles não corresponderam as expectativas comerciais, a imprensa principalmente voltou sempre na mesma idéia – Madonna está em baixa, Madonna não tem mais criatividade, etc – mas sempre, como que se tirasse um coelho da cartola, ela volta, dá a volta por cima, cala a boca de críticos e ocupa novamente o TOPO dos charts mundias... “Mas se você achar / Que eu tô derrotado / Saiba que ainda estão rolando os dados / Porque o tempo, o tempo não para...” – parte interessante que mostra, assim como Cazuza, Madonna nunca desiste... sempre há um dado a ser jogado...
“Eu vejo o futuro repetir o passado / Eu vejo um museu de grandes novidades”, alguma semelhança com o toque retrô de "Confessions"? Ou como como o próprio Timbaland já acrescentou: “o álbum soa anos 80, como Holiday, com novas batidas de R&B”... e vemos que ela sempre inova, mas nunca abandona seu passado...
Leiem, analisem, procurem semelhanças, e verás que para Madonna, realmente o “O Tempo Não Para”... Se mesmo assim não acharem, aí poderão dizer que sou louco, ou como muitos amigos me dizem, que eu sempre consigo complicar o que já é complicado...
Hugo Corradi,
tentando descobrir o que é o ‘complicado’...
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